Ainda há amor.Seja lá como for.Não há como escapar.Negar.Ignorar.Virar as costas e dizer que não quer mais.Esse tal amor.Se antes sufocava,hoje é a dor que nos sufoca.Não de não senti-lo.Muito menos de não ser correspondido.Mas pelo simples fato de recusar a vivê-lo se não na saudade que insiste em sobreviver ainda que ao som de tua voz,no calor do teu abraço,na intensidade do teu olhar.E,pelo contrario,é aí que ela se atreve a ocupar mais espaço do que deveria aqui,bem dentro de mim.
O amor jamais deixou de nos sufocar.Só mudou de forma.E a tal liberdade que você procurava fora dele,talvez hoje seja o que mais te prenda.Te prenda em mim.Te prenda a esse tal amor,àquele amor.Aquele vivido juntinhos.Às lembranças.Às sensações a que ele nos remete.À NÓS.E as vezes me parece que é isso mesmo o que você quer.Uma espécie de tortura,talvez?Esse teu vício em viver o quase.Mas quem sabe eu também não a queira.No fundo eu concordo com isso tudo.Sou conivente.Eu deixo.Eu busco.E isso vai nos matando aos poucos,mas nos fortalece de uma forma inexplicável,cada vez mais.Nós e a ausência de nós.Nos despedaçamos e crescemos com isso.A gente brinca com nosso amor como se fosse mesmo pra sempre. Mas até quando? Até quando...
Brindemos a dor.