sexta-feira, 6 de setembro de 2013

[...]Que mostrou que “estar entre” não quer dizer que se está “em cima do muro” ou que não sabe o que quer. Ou que estar em cima do muro pode ser muito bom - de lá se tem um campo de visão muito mais amplo, dá pra ver e reconhecer não apenas dois lados (o que já seria uma vantagem), como vários possíveis. E que pode até ser que de cima do muro não dê pra ver/conhecer as coisas assim tão de pertinho ou profundamente, mas dá sim pra tomar boas decisões! A decisão inclusive de saltar para um dos lados e perfurar esse muro até que se caiba, até que se consiga atravessar de um lado pro outro quantas vezes for preciso. E assim ir construindo entradas e saídas, subindo e descendo de muros tantos e diversos, quais sejam os lados que se anseia conhecer. E aí os tais discursos recorrentes de que “em cima do muro” não pode ser; da necessidade de se saber exatamente o que quer e onde quer chegar; das metas traçadas – à caneta (geralmente pelo próprio sistema e não por si); das especializações cada vez mais especializadas; da obrigação de se escolher logo o curso e profissão – que você deverá seguir pro resto da vida, porque dizem por aí que não dá tempo de parar, a competição no mercado de trabalho te engole. Já passou da hora de escolher a abordagem que vai seguir! Em que área você vai trabalhar mesmo? Onde exatamente? – todos esses e tantos outros discursos se esvaziam de sentido, aliás, um sentido que pra mim pouco houve, mas que insistia em pesar aqui. E mesmo que me pareça que a maioria está nesse mesmo lugar do “entre” (e que sofre por isso!) seguem eternas as inúmeras cobranças para que se saia.

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